Boas Vindas !

Se procurar bem você acaba achando
Não a explicação (duvidosa) da vida.
Mas a poesia (inexplicável) da vida.


Carlos Drummond de Andrade.



Quem sou eu

Minha foto
Rio Claro, SP, Brazil
TEREZA CRISTINA BATTISTON,brasileira, psicóloga graduada pela Puc de Campinas em 1974, CRP-06/2050. Gosto de música e poesia, amo Saude Mental. Este sentir é o que apresento aos que procuram encontrar-se emocional, afetiva e psicológicamente. Sou psicoterapeuta de adolescentes e familiares, adultos e casais.

Buscar no Blog

03/12/2010

OS NOSSOS RÓTULOS DE CADA DIA

            De onde virá a necessidade de rotular, não? Hoje em dia parece que algumas coisas andam meio proibidas.A tristeza é uma delas, pelo que tenho visto e ouvido. Vejamos: uma pessoa bem comum, aquela pessoa que leva sua vidinha sem grandes atropelos, de repente sofre a perda de alguém muito especial e querido.Pode ser o pai, o marido, o filho, alguém que fará muita falta no seu dia a dia.Pode ser (o)a amig(o)a com quem confidenciava suas alegrias e desabafava suas contrariedades. Alguém especial mesmo sem ter laços de sangue.Quem será que nunca teve uma amiga, ou um amigo especial assim, de se falarem todos os dias e sairem juntos...De um saber mais do outro do que a própria família? Conhecimento de infância ou adolescêcia... Na agenda de telefones, na agenda do celular fica aquele nome vazio, só repleto de lembranças.Parece que parte da gente se foi.


            E numa situação dessas , que poderia ser outra qualquer igualmente forte, a pessoa que ficou sofre. Sente um vazio estranho, chora, e o tempo vai passando. Naturalmente as lembranças tendem a ficar esmaecidas, mas nem porisso vem o esquecimento. A intensidade da dor fica menor, existe um acostumar-se com a situação de perda, mas não se esquece até porque a memória tem essa função, não? E quase que inevitàvelmente alguém estranha que após " tanto tempo...dois, tres meses..." ainda permaneçam as lágrimas quando se fala de quem partiu. Então a palavra que resume isso vem, para levantar a hipótese de que talvez exista algo mais grave acontecendo: " não será depressão?"


            Ora essa, a tristeza tem seus direitos como antes. Mas em tempos idos não existia o diagnóstico de depressão. É claro que a depressão como quadro neurológico ou psiquiátrico existe e necessita medicamentos, como qualquer outra doença, e outros tipos de tratamentos também. Mas nem todas as lágrimas, e nem toda a falta de vontade de sair de casa, e a desmotivação que vez por outra as pessoas demonstram são necessáriamente indicativos de depressão .O sentimento tristeza existe e isso é uma verdade incontestável.Então minha sugestão para alguém que esteja sentindo tristeza,seja por que motivo for, é que aceite e vivencie esse sentimento. O máximo que puder (ou que permitirem).


            É bom chorar. Lágrimas lavam a alma, quem disse essa frase acertou em cheio. O coração fica mais leve, o peito desafoga e a sensação de liberdade após opressão, faz um bem muito grande. Desabafa; é bom deixar que os sentimentos aflitivos saiam de dentro fluindo livremente; os homens estão descobrindo que "homem também chora" e penso que isso é sensacional.Por que só as mulheres teriam a felicidade de poder externar sentimentos livremente?Não seria justo; não o foi por séculos. Será que também por esse motivo os homens eram mais predispostos ao infarto do que as mulheres?Sempre se comentou que pessoas que guardam mágoas e preocupações, acabam infartando.Se existe algum estudo com essa correlação não sei, mas coincidentemente sempre ouvi desde a infância, esse tipo de comentário.Aceitar os sentimentos negativos e vivenciá-los é a forma mais rápida de livrar-se deles, descobrindo que a vida aos poucos voltou ao normal. E que mais um ciclo começa. É maravilhoso que haja sempre o recomeçar, mas depende da vontade de quem vive.

Nenhum comentário: