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Não a explicação (duvidosa) da vida.
Mas a poesia (inexplicável) da vida.


Carlos Drummond de Andrade.



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Rio Claro, SP, Brazil
TEREZA CRISTINA BATTISTON,brasileira, psicóloga graduada pela Puc de Campinas em 1974, CRP-06/2050. Gosto de música e poesia, amo Saude Mental. Este sentir é o que apresento aos que procuram encontrar-se emocional, afetiva e psicológicamente. Sou psicoterapeuta de adolescentes e familiares, adultos e casais.

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21/11/2011

DROGAS: POR QUE COMEÇAR?? ONDE TRATAR???





            É claro que a maioria das famílias, alerta os filhos sobre drogas.As  escolas falam a respeito, a TV faz campanhas, mas é desesperador ver que o quadro piora, dia a dia.Em nome de pretensa liberdade de arbítrio, muitas vezes os indivíduos na maioria adolescentes, são deixados para voltar às drogas, porque no momento em que, flagrados consumindo, declaram que não querem tratamento.Faço parte da minoria que considera muito discutível a luta anti-manicomial, do modo como foi feita. A única realidade que consigo enxergar, é que agora as famílias ficam com a responsabilidade quase que total, de cuidar dos dependentes químicos, dos doentes mentais que apresentam psicopatologias por vezes congênitas e/ou “ incuráveis”; não gosto deste termo, porque usado ele tira qualquer possibilidade que a pessoa tenha, de livrar-se do problema, já que tem uma “doença incurável”.

            É evidente que os hospitais psiquiátricos não poderiam continuar como eram. Constantemente víamos na TV,denúncias  de maus tratos, víamos pacientes sem roupas, dormindo no chão, enfim o quadro era muito grave.Mas o grande problema, é que ao invés de treinar adequadamente pessoal para lidar com esse tipo de pacientes, simplesmente lançou-se uma luta meio desvairada que, naturalmente, o governo abraçou! É claro, o que a luta anti-manicomial fez, a curto prazo, foi tirar do SUS a responsabilidade de tratar dos doentes mentais, e dos dependentes químicos.Atualmente as famílias precisam cuidar de seus doentes,mas quem disse que elas apresentam condições para isso? Claro, precisam se envolver no tratamento... mas não ficar com o problema  do qual não entendem nada e nem têm obrigação de entender, não são profissionais desta área ! ! Isso é um absurdo.Ora,  se um indivíduo tem problemas cardíacos, ele vai para um centro cardiológico. Se tem câncer, vai para um centro referencial  em oncologia. E o doente mental, vai para onde?E o dependente químico?Seja a droga lícita ou não, porque agora até mesmo o medicamento usado para déficit  de atenção, que auxilia no tratamento desse distúrbio, é moído e aspirado como se fosse cocaína.O efeito é mais rápido sobre o cérebro, segundo afirma a reportagem que li, em revista que trata de saúde em vários segmentos. Então, pode-se esperar que uma pessoa com a cabeça repleta de drogas, concorde em fazer um tratamento, para livrar-se disso? É muito difícil. Pode até existir concordância, mas vai até o momento de tomar uma atitude real, no sentido de posicionar-se para qualquer tratamento. A partir daí começam as desculpas, e quem sofre junto é a família. Com muita freqüência, sou criticada por colegas de profissão. Mas será que esses que lutam tanto pelo fim dos sanatórios, já entraram em algum deles? Será que já tiveram um caso de doença mental, ou na família, ou entre amigos, para avaliar a dificuldade que cerca todos os mais próximos, do paciente?Será que já tiveram um caso de dependência química, desses em que um filho, consegue sozinho, em pouquíssimo tempo, arruinar vida familiar, financeira e respeitabilidade que a família sempre teve, mas acaba comprometendo ao fazer grandes empréstimos para livrar o filho das dividas de drogas, ou para pagar as clínicas, que são um grande negócio atualmente?Como falou  alguém da administração de um desses lugares, em Atibaia: um negócio em expansão”.Será que tudo isso vai continuar, sem que nada aconteça?Quantas pessoas mais terão que morrer, por overdose?Claro que sanatórios não acabam com o problema, apenas desintoxicam.Mas “apenas desintoxicando” de maneira assistida, possibilitam que o dependente químico possa fazer suas escolhas mais acertadas, de cabeça limpa.Não é certo?Acredito mesmo que a conscientização seja o meio de fazer, com que o alcoólatra não tome o fatal primeiro gole.Acredito em AAA. Que o dependente de outras drogas, viva um dia de cada vez.Acredito em NA. Mas entendo que, com o organismo tomado por substâncias venenosas, que entorpecem o cérebro, que driblam a vontade e o raciocínio, ninguém tem condições de fazer escolhas acertadas.Também pela TV, em programa vespertino onde sempre comparece um psicólogo, os números passados foram assustadores: nos últimos vinte anos, cinqüenta hospitais psiquiátricos teriam sido fechados, no Brasil.Será que foi  isso mesmo?O que podem os profissionais da Saúde, que entendem a importância e responsabilidade de seu trabalho? Como permitimos que as coisas chegassem a esse ponto? Sinto muito que a situação esteja assim, e eu seja impotente para fazer frente a ela.



                                                                          Tereza Cristina Battiston.

                                                                          Psicóloga graduada pela Puc Camp/ 1974

                                                                          CRP – 06/2050

                                                                          F= (19) 3023-3934/ 9786-8663.

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